• Alan Frederico Mortean

Observatório astronômico La Silla, no Chile

Atualizado: Abr 8


Conhecendo o Chile

O observatório astronômico La Silla é um dos três coordenados pela organização intergovernamental europeia ESO (Observatório Europeu Austral, em inglês), todos no Chile. Os outros dois são El Paranal e ALMA.

Por que no Chile?

O deserto do Atacama, no norte do país, possui zonas que estão entre as mais áridas e solitárias do mundo, estando livre de contaminação luminosa, além de possuir um dos céus noturnos mais escuros (dark sky, em inglês) do planeta. O dark sky é tão importante que a ESO o classifica como um valioso recurso natural e cultural chileno. Todos esses fatores unidos fazem com que o céu do deserto do Atacama seja um dos melhores pontos do planeta Terra para observações astronômicas. Nosso guia, na visita que fizemos ao observatório La Silla nos disse que há pessoas que vem aqui apenas para visualizar a Nuvem de Magalhães, a galáxia mais próxima da nossa, que não é visível desde o hemisfério norte.

La Silla é o observatório pioneiro, onde está o buscador de planetas extra-solares mais importante do mundo, que é um telescópio com aquele desenho clássico formado por um cilindro e uma cúpula; outro destaque do complexo é o telescópio NTT (Telescópio de Nova Tecnologia, em inglês), que incorporou novas tecnologias que possibilitaram fazer telescópios maiores com menor custo e um novo desenho.

Cientificamente falando, La Silla é muito produtiva, pois dali saem anualmente cerca de 300 publicações para revistas especializadas. Uma de suas descobertas mais destacadas foi o primeiro planeta rochoso que se conhece em uma zona habitável fora do sistema solar. Todos os dados obtidos nos observatórios ESO são tornados públicos um ano após sua obtenção e podem ser acessados por qualquer pessoa. Isso inclusive levou a uma importante descoberta de um novo planeta por uma pesquisadora chilena.

La Silla está localizado 600Km ao norte de Santiago, no início do deserto do Atacama, e a dois mil e quatrocentos metros sobre o nível do mar, rodeado por uma paisagem incrível.

O novo desafio da ESO é o ELT (Telescópio Extremamente Grande, em inglês), que será o maior telescópio do mundo, de onde espera-se ser possível visualizar a atmosfera de planetas que orbitam outras estrelas, o que poderá revelar indícios de vida extraterrestre, segundo a organização. A expectativa é que comece a ser construído em 2023 e seja terminado antes de 2030, perto de San Pedro de Atacama, num local a 20km do observatório ALMA que está a cinco mil metros de altitude.

Os três observatórios da ESO oferecem visitas gratuitas em espanhol e inglês, mas é necessária inscrição prévia em seu site: www.eso.org/public/chile/about-eso/visitors

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