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Onde ir, no Peru

Atualizado: Abr 8


Conhecendo o Perú

Nosso trajeto pelo Perú se iniciou a quatro mil metros de altitude no Altiplano Andino e terminou ao nível do mar, no Oceano Pacífico. Em nossa experiência de dois meses no país, os pontos turísticos mais interessantes que conhecemos foram:

1 – Cusco

Esta cidade cheia de história era a capital do império inca, e depois, durante a colônia, passou a ser uma importante cidade para os espanhóis. Este embate e miscigenação entre a cultura inca e a espanhola é evidente na grande quantidade de templos incas e igrejas católicas centenários, sendo as principais igrejas construídas usando as fundações dos principais templos incaicos. Nós estivemos por lá durante o mês de julho, temporada alta, e haviam muitos, muitos turistas de todo o mundo. Esse grande aporte de turistas faz com que tudo esteja organizado para eles, ou seja, tudo se cobra, sejam museus, igrejas ou templos. Nesta cidade é possível comprar o Boleto Turístico del Cusco, que lhe dá o direito de visitar 16 diferentes lugares, entre museus e ruínas incas, a maioria delas no Valle sagrado de los Incas (próximo tópico). Em julho de 2016, pagamos 130 soles (equivalente a R$130,00) pelo boleto por pessoa, que tem uma duração de 10 dias. Também é possível comprar boletos parciais, que dão direito a visitar menos atrativos. Mais informações em http://boletomachupicchu.com/comprar-boleto-turistico-cusco/.

2 - Valle sagrado de los Incas

O Vale sagrado dos incas, que segue o rio Vilcanota/Urubamba, em linhas gerais é formado pela região que vai de Cusco até Machu Picchu. Esta região, bastante apreciada pelos incas devido a sua alta produtividade agrícola e beleza natural, foi sede de vários povoados e cidades incas, como a linda Ollantaytambo, além de importantes templos. Hoje é possível visitar vários desses pontos e ver exemplos da impressionante engenharia inca, mas é necessário ter adquirido o Boleto Turístico de Cusco.

3 – Machu Picchu

Já que este lugar é tão procurado, lhe vamos dedicar mais linhas, em um pequeno texto. Vamos lá!

Primeiro um pouco de história: Machu Picchu (MP), assim são conhecidas as famosas ruínas do que há quinhentos anos era uma cidade inca sagrada. Na verdade Machu Picchu é o nome da montanha que está ao lado da cidade; a outra montanha, que sempre aparece na típica foto cartão postal é Wayna Picchu.

A cidade foi “descoberta” para o mundo em 1913, quatrocentos anos depois da conquista espanhola. Aqui podemos perguntar-nos: como os espanhóis não chegaram até ela? É que durante a guerra contra os colonizadores espanhóis os incas destruíram as pontes e caminhos que levavam até a cidade; assim a preservaram. Além disso, MP está numa região de selva (que pode ser considerada parte da selva amazônica), o que dificultava mais seu acesso. Mesmo assim, quando o “descobridor”, Hiram Bingham, chegou a MP, ela não estava vazia, mas habitada por duas famílias peruanas.

Setenta por cento do trabalho em MP está concentrado no terreno, preparando-o para a construção da cidade (não nos esqueçamos que a cidade está sobre uma montanha). Como toda cidade inca, os pontos nobres eram a casa do imperador e os templos dedicados a deuses da natureza, como o sol, a lua, a água e as montanhas. Essas construções eram as que tinham a arquitetura mais refinada; suas paredes eram feitas com rochas encaixadas num grau de exatidão tão grande que é impossível passar uma agulha por elas. MP era um lugar especial, provavelmente um lugar para as classes mais altas da civilização inca, pois lá as pessoas poderiam viver perto de seus deuses.

Mas, como ir a MP? No Google é possível encontrar muita informação sobre isso, e aqui nós daremos mais uma contribuição.

Para visitar Machu Picchu é obrigatório passar por Cusco, que é a cidade grande mais próxima, e por Aguas Calientes (AC), que é o povoado que está aos pés de MP. A entrada para MP é possível comprar em Cusco ou em AC, e nos custou 128 soles por pessoa em julho de 2016.

Para chegar a Aguas Calientes não há rota para automóveis. É possível chegar de trem ou caminhando, basicamente de três diferentes maneiras:


1) Trem desde Ollantaytambo, uma cidadezinha linda e turística no Valle Sagrado de los Incas, de onde partem os trens para AC. Esta é a rota mais comum. Os preços são absurdos para estrangeiros (129 dólares ida e volta), para um trajeto que creio não ser de mais de 50km. Em Ollantaytambo há opções de hospedagem e de comida.


2) Trem ou caminhada desde Hidrelétrica: é possível tomar uma van em Cusco ou em Ollantaytambo até um lugar que se chama Hidrelétrica. Desde Cusco são aproximadamente 230km, feitos em seis horas de viagem, e o custo é de 60 soles por pessoa em julho de 2016; desde Ollantaytambo são 160km. O caminho é lindo e cheio de curvas; se sobe a quatro mil metros de altitude, para se baixar até pouco menos de dois mil. Os motoristas vão rápido; se você tem problemas de enjoo, tome as devidas providências. Em hidrelétrica é possível tomar um trem (58 dólares ida e volta) em um trajeto de doze quilômetros, ou ir caminhando ao lado dos trilhos, que é a maneira mais econômica de se chegar a Aguas Calientes.

3) Caminhando desde Cusco: é possível contratar um guia em uma agência de viagens e fazer a trilha inca, que te levará até Aguas Calientes após alguns dias de caminhada, acampando pelo caminho. Deve ser lindo!

4 – Lima

Lima, capital peruana, está ao nível do mar. Entre seus atrativos turísticos está o bairro boêmio Barranco, bastante bonito pela noite, o bairro turístico Miraflores, onde está a Plaza de las Aguas, e o centro histórico (que não nos chamou muito a atenção). O mais interessante para nós foi a Plaza de las Aguas, uma grande praça com várias fontes ornamentais mescladas com luzes e sons, e algumas interativas. Um ótimo lugar para conhecer bem devagar, uma vez durante o dia e uma vez durante a noite, apreciando toda a beleza que tem a oferecer. O ponto negativo da cidade para nós foi o trânsito, um lamentável mal das grandes cidades.

5 – Museu Tumbas Reales de Sipán

No norte do Perú, na cidade de Lambayeque, está o Museu que foi erigido por uma importante descoberta arqueológica feita na região em 1987, quando encontraram a suntuosa câmara funerária do que chamaram Señor de Sipán, onde haviam múmias e muitos artefatos de prata e ouro. A partir daí, continuando as escavações, encontraram muitas outras múmias. Esta cultura foi chamada de cultura mochica, e existiu nesta região entre os séculos I e VII. Sua entrada, em setembro de 2016, custava 10 soles por pessoa, equivalente a R$10,00.

6 – Playas del Norte: El Ñuro, Los Órganos, Máncora

Nessas praias, cerca de 150km antes da fronteira com o Ecuador, estivemos parados por aproximadamente uma semana. A praia de El Ñuro está dentro de uma vila de pescadores. Nela é possível nadar ao lado de tartarugas gigantes que frequentam essa região da costa peruana; uma experiência interessante, principalmente porque elas chegam a esbarrar em nós enquanto nadam. Claro, isso é uma atração turística, e cobram 7 soles por pessoa para a experiência (R$7,00). Em Los Órganos estivemos dormindo em frente à praia Punta Veleros em nosso carro por quase uma semana. Praia linda, areia branca, árvores e coqueiros, água quase quente, e um lindo pôr do sol (quando não está nublado). Máncora, ao lado de Los Órganos, mais turística, representa o profano, com bares, vida noturna, surf e muito artesanato.

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